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FAMÍLIA PIMELODIIDAE: representada pelos bagres

CARACTERISTICAS MORFOLÓGICAS: São peixes de corpo revestido de  couro, sustentação cartilaginosa (condrictes), olhos pequenos, presença de barbilhões, dentes diminutos (serrilha – lixa),  nadadeiras dorsal e peitorais com espinhos duros serrilhados e venenosos. Seguem algumas espécies.

[box type=”shadow” ]Nome comum: barbado, barba-chata, barbado-branco, pirananbu

Nome cientifico: Pinirampus pirinampu [/box]

IMG_0315 aguinaldo barba chata rodando
capturado no rio Suiá-Miçu – Querência (MT) na pesca de rodada com isca branca pelo guia Aguinaldo em 28/08/2013
capturado no rio Guaporé em Cabixi (RO) na pesca de espera no espraiado com uso de pedaço de peixe em 11/10/2012
capturado no rio Kuluene em Canarana (MT) na pesca de espera na corredeira com pedaço de peixe em 16/07/2009
capturado no rio Cuiabá em Barão de Melgaço (MT) na pesca de pindoca em poço em 18/10/2012
capturado no rio Guaporé em Cabixi (RO) na pesca de espera com pedaço de peixe em  08/10/2012
capturado na represa Capivara em Gardênia(SP) na pesca em flutuante cevado om uso de minhoca em 13/03/2012
capturado na represa Capivara em Gardênia(SP) na pesca em flutuante cevado om uso de minhoca em 28/02/2012

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Característica marcante: diferente do outros bagres este não possui ferrão venenoso

Dados biológicos/reprodutivo: migratório – fecundação externa – desova total na cheia – sem cuidado parental – sem dimorfismo sexual

Hábito alimentar: piscívoro (peixes e invertebrados)

Tamanho: porte grande de até 1 m e 10 kg

Habitat: bacia amazônica, do Tocantins-Araguaia, do Paraguai e do Paraná

Status de conservação: não ameaçado

Importância: diversidade de espécie e  na pesca

[box type=”info” ]Dicas de pesca: pescar o ano todo pescado, nas calha do rio e após período de chuvas com águas barrentas.Iscas como tuviras e pedaços de peixes são infalíveis quando há barbados por perto. É um peixe que pode surpreender pela aparente mansidão no inicio, transformada em violentas arrancadas quando se aproxima do barco.[/box]

[box type=”shadow” ]Nome comum: cachara, surubim, sorubim, pintado, bagre

Nome cientifico: Pseudoplatystoma fasciatum [/box]

IMG_0344 cachara com pedaço de piau- ancorado
capturada no rio Suiá-Miçu – Querência (MT) – pesca ancorada na margem – isca pedaço de piau em 28/08/2013
capturado no rio Cabixi  em Cabixi (RO) na pesca de espera na margem com pedaço de peixe em 13/10/2012
capturado no rio Juruena em Nova Bandeirantes (MT) na pesca de espera com pedaço de peixe 04/11/2012
capturado no rio São Lourenço – Pantanal Norte ancorado na margem com uso tuvira  em 25/04/2007
capturado no rio Verde (MT) na pesca de espera na corredeira com pedaço de peixe em 05/01/2012
capturado no rio Kuluene em Canarana (MT) na pesca de espera com pedaço de peixe em 13/07/2009

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Dados biológicos: migratório – desovam leito do rio – sem cuidado parental

Hábito alimentar: piscívoro e noturno ( spp variadas)

Tamanho: porte grande de até 1 m e 17 kg

Habitat: bacia amazônica, do Prata e do Tocantins-Araguaia

Status de conservação: não ameaçado

Importância: diversidade de espécie, na piscicultura, na pesca e ornamental

[box type=”info” ]Dicas de pesca: melhor pescado na época da vazante, durante o dia ou à noite, nos remansos de praias e canais com fundo de pedras ou cascalho. Como a maioria dos peixes lisos, o cachara ataca iscas naturais lançadas em poços mais fundos. Para uma fisgada eficiente, não fisgue até que o peixe corra tensionando a linha. Na pesca noturna, a produtividade é maior em noites escuras de lua nova. Também pode ser capturado no corrico, com iscas de barbela longa que literalmente raspem o fundo do rio.[/box]

[box type=”shadow” ] Nome comum: pintado, surubim-pintado, moleque, spotted catfish

Nome cientifico: Pseudoplatystoma corruscans [/box]

capturado no rio Paraná em Rosana (SP) na pesca de rodada em espraiado com uso de tuvira em  24/05/2011

Dados biológicos: migratório – fecundação externa – desova total – sem cuidado  parental

Hábito alimentar: piscívoro

Tamanho: porte grande de até 1,7 m e 100 kg – fêmeas maiores que o macho

Habitat: bacia do Prata (Paraná, Paraguai e Uruguai) e do São Francisco

Status de conservação: ameaçado – na bacia do São Francisco, em seu alto e baixo curso, praticamente desapareceu, restando populações no terço médio do rio, onde ainda é possível encontrar lagoas marginais e um longo trecho sem influencia de barragens.

Importância: na diversidade de espécie, na pesca esportiva e comercial e  piscicultura

[box type=”info” ]Dicas de pesca: o ano todo (menos durante a piracema), em margens com vegetação aquática e nos leitos dos rios, bem como em confluências. As iscas naturais mais usadas são a tuvira e peixes inteiros, vivos ou não, e em pedaços. Com artificiais, as capturas normalmente acontecem no sistema de corrico (no MT, a prática não é permitida), embora ocorram capturas eventuais com iscas de meia-água ou profundidade no arremesso. No rio São Francisco, a pesca ocorre fundamentalmente à noite, principalmente com isca de minhoca ou minhocoçú. No Pantanal, a preferência é pela pesca de rodada com iscas naturais, ao amanhecer e anoitecer[/box]

[box type=”shadow” ]Nome comum: pirarara, peixe-arara

Nome cientifico: Phractocepkalus hemioliopterus [/box]

pirarara - pesqueiro Castelinho-São Pedro, SP
capturada no Pesqueiro Castelinho em São Pedro (SP) em 25/04/2008

Dados biológicos: migratório reprodutiva no pico da cheia – desova – sem cuidado parental – sem dimorfismo sexual – emite roncos por fricção das nadadeiras peitorais

Hábito alimentar: onívoro (frutas, sementes, peixes, moluscos e crustáceos)

Tamanho: porte grande de até 1,40 m e 50 kg

Habitat: bacias amazônicas e do Tocantins-Araguaia

Status de conservação: protegido na bacia Tocantins-Araguaia –  segundo normas da Portaria n°03 de 2 003 da Agência Ambiental do Estado de Goiás.

Importância: na pesca amadora esportiva, pesqueiro e ornamental

[box type=”info” ]Dicas de pesca: Pescar durante o dia e a noite, em poços ou canais de rio com muitas estruturas e margens profundas – os jovens em praias rasas e ressacas Apesar de atacar vários tipos de iscas de peixes, em pedaços ou inteiros, a pirarara tem especial atração por pequenas piranhas iscadas vivas. Certifique-se de estar usando equipamento reforçado, especialmente vara e linha (que pode chegar a mais de 1 mm), ou a pirarara arrebentará tudo em sua primeira corrida.[/box]

[box type=”shadow” ]Nome comum: jaú, pacamão, bagre, jundiá

Nome cientifico: Zungaro jahu [/box]

capturado no rio rio Cuiabá em Barão de Melgaço (MT) na pesca de pindoca no poço com uso de tuvira em 18/10/2012
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capturado no rio Paraguai em Porto Morrinhos na pesca de espera com uso piramboia (barranco limpo – figueirinha) em 2004
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capturado no rio Juruena em Nova Bandeirantes (MT) com uso de pedaço de peixe em 05/11/2012

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Dados biológicos: migratório – fecundação externa – sem cuidado parental

Hábito alimentar: piscívoro

Tamanho: porte grande ate 1,5 m e 100 kg

Habitat: bacia dos rios do Paraná, Paraguai e Uruguai

Status de conservação: ameaçado – algumas populações diminuíram drasticamente em rios com barragens hidrelétricas, principalmente na bacia do rio Paraná. Na região Norte, ainda não está ameaçado.

Importância: na pesca esportiva, diversidade de espécie e baixa aceitação no consumo na região Norte por sua carne ser dita de remosa (que na crendice popular transmite doenças ou males)

[box type=”info”]Dicas de pesca:o ano todo, durante o dia e a noite. Prefere poços profundos, pedrais e pés de cachoeiras. O jaú é lutador da categoria “peso-pesado”. Quando está nos poços calmos e mais fundos do rio, a tática é paciência na batalha. Porém quando está em meio às corredeiras e pedrais, a palavra de ordem é cabo-de-guerra, qualquer metro de linha cedido pode significar sua entrada numa loca de pedra, de onde dificilmente sairá. Peixes inteiros ou em pedaços e o minhocoçu estão entre as iscas mais indicadas.[/box]

Obs:  A espécie Zungaro zungaro é da bacia amazônica e do Tocantins -Araguaia

[box type=”shadow” ]Nome comum: jurupensém, bico-de-pato, braço-de-moça, surubim-lima

Nome cientifico: Sorubim cf lima [/box]

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capturado rio Paraná em Porto Camargo (Icaraíma,PR) na pesca de espera com uso de lambari em 27/07/2011
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encontrado em uma rede de pesca na represa Capivara em Gardênia (SP) em 27/08/2010

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Dados biológicos: migratória/não migratória – fecundação externa – sem cuidado parental – maxilar superior maior – cabeça achatada e olhos em posição lateral

Hábito alimentar: noturno  e carnívoro (peixes e camarões)

Tamanho: porte médio de até 60 cm e 2 kg

Habitat: bacias amazônicas e dos rios Tocantins-Araguaia, do Paraná, Paraguai, Uruguai e Parnaíba.

Status de conservação: não ameaçado

Importância: diversidade de espécie e na pesca esportiva e consumo alimentar

[box type=”info” ]Dicas de pesca: Pescar o ano todo, durante o dia e a noite, em locais com fundo de lodo ou areia e bocas de lagoas. assim como os outros peixes lisos porte médio, ele pode salvar a pescarias naqueles dias difíceis, basta diminuir o tamanho do anzol e iscas. É preciso tomar cuidado com os ferrões ou esporões junto as nadadeiras peitorais ao manuseá-lo.[/box]

[box type=”shadow” ]Nome comum: jurupoca, jerepoca, braço de moça,liro, barbudo

Nome cientifico: Hemisorubim platyrhynchos [/box]

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capturada no rio Parana em Porto Camargo (Icaraíma,PR) na pesca de espera com uso de lambari em 27/07/2011

Dados biológicos: migratório – desova total na cheia – mandíbula é maior que o maxilar

Hábito alimentar: carnívoro (pequenos peixes e invertebrados)

Tamanho: porte médio de até 60 cm 3 kg

Habitat: bacias amazônica e dos rios Tocantins-Araguaia, Paraguai e Paraná

Status de conservação: não ameaçado

Importância: diversidade de espécie e pesca esportiva e consumo alimentar

[box type=”info” ]Dicas de pesca: pescar o ano todo, durante o dia e a noite, em locais com fundo de lodo ou areia e bocas de lagoas [/box]

[box type=”shadow” ]Nome comum: mandi-amarelo, mandi-chorão, surubim-bagre

Nome cientifico: Pimelodus maNculatus [/box]

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capturado na represa Capivara em Gardênia (SP) com isca artificial em 15/09/2007
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capturado na represa Capivara em Gardênia (SP) em flutuante fixo cevado com uso de minhoca em 13/03/2012

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Dados biológicos: migratório de curtas distâncias- fecundação externa – desova parcelada na cheia – sem cuidado parental – peçonhento na nadadeira dorsal e nas peitorais

Hábito alimentar: onívoro com tendência à ictiofagia, consome peixes, frutos, folhas, sementes e invertebrados aquáticos – noturno e diurno

Tamanho: porte médio de até 40 cm e 2 kg

Habitat: bacias São Francisco e Paraná i introduzidos nas demais

Status de conservação: não ameaçado

Importância: diversidade de espécie e pesca de consumo

[box type=”info” ]Dicas de pesca: nos remansos dos rios, nas margens e em locais com areia e cascalho no fundo. Apesar de se alimentar a qualquer hora dia, é mais ativo durante a noite. A tradicional minhoca é escolha certeira para a pesca das diversas espécies de mandi. Experimente “cevar” o local escolhido simplesmente jogando terra na água. Quando muito ativo, ele também pode atacar iscas artificiais[/box]

[box type=”shadow” ]Nome comum: mandi

Nome cientifico: Pimelodella sp [/box]

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capturado na represa Capivara em Gardênia (SP) em flutuante fixo meio da represa  com minhoca em 13/03/2012
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capturado no rio Paraná em Porto Camargo (Icaraíma,PR) ancorado na margem com minhoca em 27/07/2011

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Sem identificação

pantanal - 22/04/2007rio Guapore em Cabixi (RO) em 08/10/2012

5 Thoughts to “Família Pimelodidae”

  1. Kevini Santos Ferreira

    ola gostaria de comentar sobre os peixes não identificados da familia Pimelodidae tratam-se de dois madis o que aparece com a canoa a fundo é um Pimelodus albicans poularmente chamado de mandi alumínio e o com o alicate na boca é um Pimelodus ornatus chamdo de mandi listrado o ultimo é bem cobiçado por aquaristas e gostaria tambem de dizer que um dos peixes identificado como cachara na verdade é um caparari pseudoplatystoma tigrinum que é da mesma familia da cachara porem pode atingir proporções bem maiores ultrapassando 35 KG caso queira identificar o exemplar ao qual me refiro é o pescado no rio verde que no possui manchas na cabeça e no meio da testa possui uma fenda que lembra a do surubim pintado o padrão de manchas geralmente parece com o da cachara porem suas estrias são mais finas e contorcidas.

    1. isabelpellizzer

      Oá Kevini! Primeiramente obrigada pela visita e também pela ajuda na identificação dos peixes!
      Observando bem, acho q vc tem razão sobre o caparari. Estou em viagem e assim a chegar vou classificar direitinho o caparari e os dois mandis
      Inclusive tenho novas espécies que, em breve, as publicarei.
      Um abraço e apareça sempre q quiser e toda a ajuda é sempre bem recebida!

      1. isabelpellizzer

        Ola Rodrigo! Este peixe é o palmito
        veja no link abaixo
        http://isabelpellizzer.com.br/familia-auchenipteridae/

    2. Marthoni

      Boa noite Kevin. Em minha pesquisa com peixes de água doce na bacia do médio Rio Uruguai peguei um exemplar de Pimelodus Albicans, porém não temos nenhuma referencia de suas características morfológicas. Você saberia me dizer onde posso encontra-las? Att.

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