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Pesca no Rio Tocantins e Lago de Lajeado em Palmas/TO

Pesca no Rio Tocantins e Lago de Lajeado em Palmas/TO

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DESTINO: Palmas/TO

ONDE PESCAR: rio Tocantins

QUEM LEVA: Juliano Lasca 

PEIXES: cachorra-larga e tucunaré-azul e amarelo

PESCARIA REALIZADA ABAIXO E ACIMA DAS COMPORTAS DE LAJEADO  EM BUSCA DAS

CACHORRAS-LARGAS   E   TUCUNARÉS-AZUIS E AMARELOS

Guia de pescaJuliano Lasca, é quem nos leva conhecer o potencial pesqueiro de sua região

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Palmas – A caçula das capitais brasileiras, com 215 mil habitantes e fundada em 1989 logo após o desmembramento de Goiás criando mais um Estado, o Tocantins.

Tocantins – O vocábulo tem origem tupi-guarani – vem de “tuca tins”, nome de uma tribo indígena que nem existe mais, e quer dizer bico de tucano.

Região de clima quente e seco. Na época em que realizamos a pescaria, setembro/2014, o termômetro marca 46°C nas ruas de Palmas.

Lago de Lajeado (UHE Luís Eduardo Magalhães) – segundo barramento do rio Tocantins para geração de energia deste 2001, está situado entre Lajeado e Miracema do Tocantins e tem 630 km² de área. É uma represa de fio d’água, ou seja, de nível estável.

Nosso primeiro contato com o lago é navegando em suas águas cristalinas na embarcação de Juliano em um Bass Boat com motor 200 hp – onde apreciamos a paisagem, curtimos as praias e finalizando com um lindo pôr-do-sol!

Este o lazer da maioria dos habitantes: na companhia de amigos e familiares, banhar-se para refrescar ou providenciar acampamento com barracas, redes e churrasco.

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EM BUSCA DO AZULÕES

Uma vez apresentados às águas tocantinenses, as expectativas ficam por conta de pescaria.

Começamos atrás de tucunarés-azuis em Porto Nacional e Brejinho de Nazaré, ambos a 60 quilômetros de Palmas.

Acessamos o lago via rampa pública em Porto Nacional, de onde subimos impulsionados pelos 200 hp de um bass boat.

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A busca é por pontos abrigados do vento, que despertou com força total.

O primeiro campo de batalha é um local repleto de árvores secas semi-inundadas, capins e muita vegetação submersa – tudo o que os tucunarés, nativos da região, podem querer em termos de abrigo e pontos de caçada. Parece até filme de ficção.

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Navegando por mais alguns minutos chega-se a Brejinho de Nazaré, semelhante ao primeiro ponto tanto em situação de pesca como em produtividade.

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Técnica de Pesca – tocado pelo motor elétrico, o barco vai ziguezagueando entre as estruturas. As iscas são lançadas nas clareiras ou corredores que se abrem. Estrategicamente, a opção é por modelos de superfície, com arremessos não muito longos, diminuindo o tempo e o espaço para o tucunaré se embrenhar nos enroscos.

Quando o vento dá trégua, as investidas são em pontos dos mais diversos em áreas abertas: raseiros, drops e praias no meio do lago, margens com estruturas… Todo tipo de ambiente é testado, mas o peixe está manhoso: reboja e ataca sem vontade a isca, só “espantando” a isca.

Alguns vêm para as fotos e voltam para a águas e outros ficam nas estruturas, deixando a isca enroscada

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A VEZ DAS CACHORRAS-LARGAS NO FUNIL

O caminho agora é em sentido inverso, na mesma medida, rumo a Lajeado, distante 60 quilômetros de Palmas, em busca do reluzente prateado das cachorras.

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Desembarque em uma rampa particular

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O rio Tocantins – a jusante das comportas,

O cenário mudaum rio de fluxo natural rápido com presença de pedras e corredeiras. No entorno, o relevo é caracterizado por serras escarpadas cobertas pela vegetação nativa de cerrado.

Juliano se impressiona com o baixo nível do rio, explicado pela escassez de chuvas e pelo fechamento das comportas para manter o nível do lago em fio d’água. E comenta: o dia promete muitas ações e capturas de cachorras.

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Navegando até os pontos de pesca

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Corredeiras do Funil – o ponto escolhido é o limite permitido para a pesca, a cerca de 1 500 metros das comportas, sinalizado por boias e conhecido como Corredeiras do Funil.

O ambiente é formado por uma coluna de pedras expostas que forçam a passagem das águas em velocidade, formando corredeiras de águas encrespadas que espumam por toda a largura do rio nesse ponto.

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 1. CACHORRAS-LARGAS COM ISCAS ARTIFICIAIS

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A pesca começa com um objetivo audacioso: atrair as cachorras com iscas de superfície, arremessando nos remansos próximos às pedras e nas ressacas das corredeiras. Em pouco tempo são 13 ações seguidas – com explosões na superfície, saltos frenéticos e iscas arremessadas a grandes distâncias, um verdadeiro campo minado! porém que não se concretizam em fisgadas.

Melhor render-se às iscas de barbela, curta e longa… O resultado é positivo, principalmente com a segunda opção.

O peixe vai para o fundo, briga com força e depois salta na superfície, quer escapar de qualquer jeito. A

adrenalina vai a mil e muitas cachorras são embarcadas

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várias delas aos dublês

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Piranhas-pretas também são pegas nas corredeiras.

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TÉCNICA DE PESCA – arremessar as iscas em direção as águas crespas, ultrapassando este ponto e, em seguida, recolher a isca e  entre a ressaca e as águas crespas e ela é atacada.

A perda de alguns peixes (e com eles, as iscas) devido ao rompimento do líder leva à adição de um curto empate de aço direto na linha de multifilamento, trazendo mais segurança.

Ancoragem no motor elétrico A posição do barco é mantida pelo motor elétrico, comandado à distância por controle remoto e munido de sistema GPS com modo âncora, que corrige as forças de correnteza e vento para segurar a embarcação no ponto desejado.

PAUSA NA PESCA – “Hora do Rancho”

Momento em que, Juliano nos proporciona uma pausa com direito a mordomias: redes armadas debaixo das árvores, picanha assada, arroz feito na hora, mesa com banquetas e até guarda-sol fincado na prainha de água doce. Perfeito para repor as energias!

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2. CACHORRA DA ISCA VIVA (tuvira)

TÉCNICA DE PESCA – Ela muda um pouco, é de fundo e na pingadinha: a isca é solta próximo ao barco e chega até o chão com a ajuda de uma chumbada; erguendo a ponta da vara, o peso sai do chão, e a linha é liberada até ele assentar novamente no fundo um ponto mais adiante, e assim sucessivamente até a isca chegar ao ponto de águas crespas ou ser atacada. O método resulta em um grande número de capturas.

Reforço na pescaria – Daniel Barbosa Leite, amigo de Juliano, chega para reforçar o time, trazendo consigo tuviras.
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Daniel, que fica pouco tempo conosco, faz bonito e pega um belo exemplar de cachorra-larga em que todos tiram fotos com ela, mas com um plug de barbela longa,

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além de uma grande bicuda.

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Na pilastra a ponte

com a carga das baterias do barco esgotada no fim do dia, a solução é amarrar o barco na pilastra da ponte.

Mais cachorras, largas e facão, garantem mais diversão, com eficácia de outras iscas que trabalham mais a fundo como rubber jigs e shads iscados em cabeças de jig.

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O sol se deita no horizonte encerrando a aventura de pesca em Palmas, deixando saudades e a vontade de um breve retorno para revivermos todas essas emoções. IMG_2165red

Algumas imagens de tracajás e biguás reunidos nas pedras das corredeiras

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AGRADECIMENTOS

LASCA rec

 Juliano Lasca  – guia de pesca (TPA – Tocantins Pesca e Aventura)

 www.lascapescaesportiva.com.br

 julianopelegrin@hotmail.com

tel. (63)8139-0989

Hospedagem em Palmas >   Hotel Rio do Sono  

www.hotelriodosono.com.br / reserva@hotelriodosono.com.br / tel. (63)3219-6800

MAIS INFORMAÇÕES:

RIO TOCANTINS – Gigante brasileiro

Com 2 500 quilômetros de extensão, o Tocantins é o segundo maior rio exclusivamente brasileiro, perdendo apenas para o São Francisco. Se forma em Goiás, após a confluência do rios das Almas e Maranhão, onde sofre seu primeiro represamento, o de Serra da Mesa, passando em seguida pelos Estados de Tocantins, Maranhão e Pará até a foz no Golfão Amazônico, perto de Belém, onde se localiza a ilha de Marajó. Com bioma de cerrado em transição com o de floresta amazônica, liga as regiões Centro-Oeste e Norte do país. Forma juntamente com o Rio Araguaia, seu principal afluente na região do Bico do Papagaio (entre Tocantins, Maranhão e Pará), a maior bacia hidrográfica brasileira, a do Tocantins-Araguaia.

EQUIPAMENTOS RECOMENDADOS:

Tucunaré: varas de 5’6” a 6’, classe 14 a 17 lb e ação média; carretilhas de perfil  baixo com capacidade para 100 m da linha escolhida; linhas de multifilamento de 20 a 30 lb; líderes de fluorcarbono de 0,37 a 0,52 mm, com o comprimento da vara; iscas: plugs de 7 a 13 cm de superfície com ações variadas (sticks, zaras, poppers e hélices).

Cachorras: varas de 6’, classe 17 a 25 lb e ação rápida; carretilhas com bom sistema de fricção para pelo menos 100 m da linha escolhida; linhas de multifilamento de 30 a 40 lb; iscas de 7 a 15 cm de superfície (sticks, zaras, poppers e hélices) e de meia-água com barbela curta e longa, além de jigs de penacho ou com cerdas de borracha (rubber jigs) e shads iscados em jig heads; empate de aço flexível de 50 lb e até 10 cm, com girador e snap; para tuviras, com o mesmo equipamento, foram usados anzóis do tipo “J” de tamanho 5/0 a 7/0 encastoados e chumbadas de 14 a 30 g, dependendo da força da água.

Levar também: roupas e calçados leves, chapéu ou boné, luvas, protetor solar, óculos polarizados, máquina fotográfica e muita bebida para se hidratar o dia todo.

COMO CHEGAR:

De carro (partindo de São Paulo): Rod. dos Bandeirantes (SP-348), passando por Jundiaí e Campinas; Rod. Washington Luiz (SP-310), passando por Rio Claro, São Carlos, Araraquara; Rod. Brigadeiro Faria Lima (SP-326) passando por Jaboticabal, Barretos e a divisa SP-MG; Rod. Juscelino Kubitschek de Oliveira, passando por Frutal; Rod. Transbrasiliana (BR-163) passando por Itumbiara, Goiânia, Uruaçú, Paraiso do Tocantins e, finalmente, Palmas. Distância: 1 772 km.

De avião: há voos partindo das principais cidades brasileiras que descem no aeroporto de Palmas.

Importante: ter a revisão do carro em ordem e pesquisar previamente os melhores caminhos ao longo do trajeto, verificando condições das estradas, pontos para pernoite e locais interessantes para conhecer.

VEJA TAMBÉM

MATÉRIA PUBLICADA na revista Pesca esportiva – edição 196 – fevereiro/2014 > Palmas para ele

VÍDEOS  algumas gravações feitas durante a pescaria

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Sobre isabelpellizzer

Sou do interior do estado de São Paulo, Paraguaçu Paulista, casada com Sergio Pellizzer há 31 anos, mãe de dois filhos, Marcelo (30 anos) e Caio (27 anos). Formação: Engenheira Agrônoma e Técnica em Agrimensura. Paixão: Pescadora Amadora Esportiva desde 1997 que gosta de compartilhar suas experiências na pesca. Colaborei com matérias de pesca por 8 anos seguidos com a revista Pesca Esportiva e, no momento, colaboro com a revista Pesca e Cia. Amante da Natureza com especial admiração pelas aves e plantas. Quando as encontro nas pescarias, faço os registros e identificações, igualmente faço aos peixes. Atualizado: 21/04/2016
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